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São José do Rio Preto-SP  |  16 de Novembro de 2018
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⌨  03/09/2018
Vereador do PRP afirma que Brusque necessita colocar pelo menos um representante no Congresso

   



Paulo Sestrem, do PRP, é vereador, casado e pai de um filho. Nasceu e cresceu em Brusque e já foi secretário de Trânsito e Mobilidade no município. Também foi responsável pela Coordenadoria Municipal de Trânsito e Transporte (Gbtran) de Guabiruba.

É técnico em Circulação de Tráfego e pós-graduado em Gestão de Trânsito. Funcionário efetivo da Prefeitura de Brusque, está licenciado desde que assumiu o mandato na Câmara Municipal.

Sestrem também teve uma carreira no esporte. Foi das categorias de base do Brusque Futebol Clube e diversas vezes campeão no futebol amador. Nesta entrevista, ele fala sobre suas propostas de campanha.

Para assistir a entrevista na íntegra, clique aqui.

Por que decidiu ser candidato a deputado federal?

“O nosso município está largado perante Brasília, a representatividade da nossa cidade e da nossa região é zero. Desde Tijucas e todo o litoral, são quase 750 mil eleitores e não temos um deputado federal nesta região toda. Precisamos de um deputado federal e por isso me coloco à disposição, acreditando que posso fazer um bom trabalho.”

Qual o primeiro projeto de lei que o senhor pretende propor?

“A primeira coisa é implantar um gabinete em Brusque, eu não posso perder minha base, a proximidade do eleitor brusquense. Um projeto que vou levar diretamente para a Câmara é cuidar da educação, com o estatuto de conduta das escolas. Temos que começar a dar respaldo para quem trabalha nas escolas, hoje não temos um estatuto e as coordenadas do que se deve fazer, quais são as condutas. Hoje o professor está próximo da insegurança. Se você pega um aluno com droga, se você encontra um aluno que agride o professor, uma criança que se machuca, não tem um padrão. Precisamos ter um padrão nas escolas, os professores têm que saber a quem recorrer.”

Qual será seu investimento prioritário com os recursos de suas emendas parlamentares? Elas serão aplicadas 100% na região?

“Maciçamente, sim. Eu seria muito incoerente se falasse que não. Quero representar a nossa região, eu só não posso dizer 100% porque a gente sabe que pode acontecer uma catástrofe no nosso estado, como aconteceu em Luiz Alves, que daqui a pouco precisa de uma emenda parlamentar, mas massivamente [será aplicado] aqui na nossa cidade e região, sem dúvida.”

Quais medidas de economia de recursos pretende tomar no seu gabinete. Está disposto a abrir mão de benefícios do cargo? 

“A gente sabe que tem muitos benefícios supérfluos, o auxílio-paletó, pretendo diminuir ao máximo a equipe de gabinete, o deputado não tem necessidade de ter um plano de saúde, auxílio-moradia. Muitos [benefícios] serão extintos, cortados ou diminuídos ao extremo.”

Qual é o modelo ideal de Reforma Tributária?

“Hoje o brasileiro não aguenta mais pagar impostos. Temos que ter menos Brasília, mais estados e muito mais municípios. Os grandes problemas do Brasil estão nos municípios. Então a ideia é conseguir essa Reforma Tributária, que vem de encontro total à redução de impostos. Essa queda na receita [gerada pela redução de impostos] vai gerar mais empregos e mais arrecadação. Quando você diminui os impostos, você dá oportunidade para os novos empreendedores. Com mais pessoas pagando menos impostos, automaticamente no final a arrecadação é maior, colocando novas pessoas no mercado.”

É favorável à Reforma da Previdência? Qual é o modelo ideal?

“Sou a favor. O modelo em que todas as estruturas públicas foram criadas para manter a sustentabilidade do nosso país não tem dado certo. Um modelo que vem sendo copiado por outros países é o modelo chileno, que blinda o contribuinte e ele tem o valor da sua previdência congelado, o governo não tem como chegar. Em 30 anos, o povo chileno reduziu de 50% para 8% a pobreza. Não precisamos ir na Europa, temos aqui na América do Sul um exemplo que vem dando certo, onde o próprio trabalhador aplica o seu valor, sabendo que a União não vai ter como usar, vai ser especificamente dele.”

Está no meio do primeiro mandato como vereador. Agora pode ter que deixar o mandato caso seja eleito deputado federal. Não teme uma rejeição de quem o elegeu?

“Essa decisão foi muito bem pensada. Além da representatividade, Brasília necessita de pessoas novas. Não podia me furtar de ficar fora deste momento político histórico do Brasil. Sendo o vereador mais votado do PRP no estado, o meu nome automaticamente foi um dos escolhidos. Então, pelo contrário, estou encontrando nas ruas força e determinação.”

O senhor tem como bandeira o incentivo ao uso da bicicleta. Como tornar isso viável no Brasil, onde a infraestrutura é precária?

“A bicicleta representa saúde, economia, meio ambiente. O plano de mobilidade está batendo na porta dos municípios, ele vem justamente neste quesito, oferecer a oportunidade para a bicicleta e o transporte público. Temos que ter esse espaço, o plano de mobilidade garante essa infraestrutura. Defendo o uso da bicicleta em função da qualidade de vida e, principalmente, do meio ambiente.”

O senhor está no PRP, um partido pequeno e com poucos eleitos nas últimas eleições em Santa Catarina. Por que escolheu esta sigla?

“Na outra eleição estive no PHS, que também era pequeno. Sempre tive receio de partir para um partido grande, eu acho que ia ser engolido. A gente sabe que tem as cartas marcadas em cada partido. Quando chega num partido grande, se os grandões não querem que tu evoluas, vão dar algum jeito de conseguir te podar. Comecei em um partido pequeno, que não está envolvido na Lava Jato. Escolhi o PRP para que possa ter autonomia, não quero chegar em Brasília amarrado. No PRP o mandato é meu, é da comunidade, e não vai ser do partido.”

O senhor defendeu durante a sua gestão na Secretaria de Trânsito e Mobilidade o uso de radares móveis na cidade. Tem algum projeto neste sentido a nível federal?

“O que eu defendi é o que a legislação já prevê. Acompanhei algumas polêmicas agora na Antônio Heil, hoje o radar faz parte do triângulo da segurança no trânsito, que é a educação, a engenharia e a fiscalização. Nesta rodovia, por exemplo, sou totalmente contra o que estão fazendo. O artigo 61 do Código [de Trânsito] é muito claro: em rodovia duplicada, quando não há sinalização a velocidade máxima é de 110 km por hora. E mesmo que tenha sinalização tem que ser coerente. Fiz um requerimento ao Deinfra solicitando a revisão dessa velocidade. Mais do que isso, não tem uma placa dizendo que aquela rodovia tem fiscalização eletrônica, isso é um desrespeito, uma armadilha para o condutor. Esse tipo de fiscalização não era o que eu defendia, o que eu defendia era uma fiscalização coerente, com sinalização, avisando que a via tinha radar.”

Além do corte de privilégios, como o senhor acredita que é possível melhorar as finanças na União? 

“Para melhorar as finanças da União temos que tirar o poder de Brasília, para que a gente tenha mais recursos para atender os estados e os municípios. Tudo que se arrecada aqui volta pouquíssimo, volta menos de 40% para o Sul”.

O STF começou a discutir a descriminalização do aborto. O senhor votaria contra ou a favor?

“Contra, em função de uma coisa importantíssima. Hoje a lei do aborto, como está, já é completa, prevê em três questões, o estupro, a anencefalia e o risco de morte. Não há necessidade de deixar em aberto o aborto, vamos abrir a possibilidade de milhões de assassinatos. Sou a favor da vida”.

É favorável à Reforma Política? Qual é o modelo ideal?

“A reforma política ficou muito tempo [no Congresso] e não é adequada, ela foi feita para beneficiar somente os políticos que estão lá. Quando falaram que ia diminuir o tempo de campanha todo mundo gostou, mas com 40 dias de campanha, quem não está na mídia, na política, não tem possibilidade de fazer uma campanha nos mesmos padrões de quem está lá. Defendo uma reforma em que todos os votos sejam unificados a cada quatro anos”.

Existe projeto de lei para revogação do Estatuto do Desarmamento. Votaria favorável ou contra flexibilizar a posse de armas?

“Eu sou a favor da revogação do estatuto do desarmamento em função de que, diferente do que as pessoas pensam, revogando o estatuto não quer dizer que o brasileiro vai sair armado na rua. Nos anos 80 o porte de arma era permitido no Brasil e nem por isso as pessoas saiam atirando umas nas outras. Passando pelo teste psicológico, fazendo treinamento, ele pode ter uma arma em casa para defender seu patrimônio. Estudos comprovam que quando um bandido vai assaltar uma casa, vai com segurança, porque dificilmente alguém vai ter uma arma. Hoje, tendo essa arma em casa, com certeza vai inibir demais a ação dos bandidos”.

Checamos as declarações feitas pelo candidato:

O Chile reduziu a pobreza de 50% para 8% em 30 anos?

Quase isso. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), de 1990 a 2013 (23 anos), a pobreza passou de 38,6% para 7,8%, e a pobreza extrema de 13% a 2,5%.

A Previdência chilena é um modelo bem sucedido?

Há discordâncias. O Chile foi o primeiro país a privatizar totalmente o sistema de aposentadorias, em 1981, durante o governo do ditador Augusto Pinochet, mas hoje enfrenta uma crescente pressão das ruas por mudanças. No modelo, cada trabalhador faz a própria poupança, que é depositada em uma conta individual, em vez de ir para um fundo coletivo como no Brasil. Enquanto fica guardado, o dinheiro é administrado por empresas privadas, que podem investir no mercado financeiro.

Hoje, todos os trabalhadores chilenos são obrigados a depositar ao menos 10% do salário por no mínimo 20 anos para se aposentar. A idade mínima para mulheres é 60 e para homens, 65. Não há contribuições dos empregadores ou do Estado.

Quando o novo modelo começou a produzir os seus primeiros aposentados, o baixo valor das aposentadorias causou problemas: 90,9% recebem menos de 149.435 pesos (cerca de R$ 694,08). Os dados foram divulgados em 2015 pela Fundação Sol, organização independente chilena que analisa economia e trabalho, e fez os cálculos com base em informações da Superintendência de Pensões do governo. O salário mínimo do Chile é de 264 mil pesos (cerca de R$ 1,226.20). As informações são da BBC Brasil.

O artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro diz que a sinalização da velocidade máxima é de 110 km por hora em rodovias duplicadas?

Sim, mas apenas onde não há sinalização. O artigo 61, § 1º, diz que “onde não existir sinalização regulamentadora”, a velocidade máxima em rodovias de pista dupla será de 110 km/h para automóveis, camionetas e motocicletas, e 90 km/h para os demais veículos.

Apenas 40% do que se arrecada na região Sul do país volta em forma de investimentos?

Depende o período de tempo considerado e dos tributos incluídos no cálculo. Um levantamento do jornal Gazeta do Povo, considerando apenas tributos federais, mostra um cenário muito mais desigual: entre 2002 e 2013 (11 anos), Santa Catarina arrecadou R$ 160,9 bilhões em impostos federais e recebeu R$ 9,1 bilhões em investimentos (5,7% do total arrecadado). O Paraná arrecadou R$ 271,2 bilhões e o retorno foi de R$ 6,4 bilhões (2,3%). Já o Rio Grande do Sul contribuiu com R$ 262,5 bilhões e recebeu investimentos de R$ 14,7 bilhões (5,6%).



 


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